Automatização de ambientes ineficientes

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Bill Gates sobre automatização: “A primeira regra de qualquer tecnologia usada num negócio é que a automatização aplicada a uma operação eficiente aumentará à eficiência. A segunda é que a automatização aplicada a uma operação ineficiente aumentará à ineficiência.”.

Muitas unidades de TI e TIC estão tão focadas em suas competências de tal forma que não veem nada além de suas rotinas para manter as tecnologias funcionais sem um olhar crítico sobre o negócio.
Quando recebem solicitações das áreas de negócio, fazem planos de automatização, muitas vezes de partes importantes da organização, sem avaliar se realmente elas devem ser automatizadas da forma que estão no momento. Um batalhão de “analistas de requisito” ou “designs de processos” (enviados apenas para “desenhar” o processo sem pensar em melhorias significativas), são enviados para simplesmente registrar a situação atual do negócio, sem uma análise critica do mesmo.
O resultado disto é o desenvolvimento de sistemas que não atendem ao negócio e quando atendem, simplesmente tornam o processo de negócio, que já era ineficiente, um pouco mais ágil. Estes sistemas tendem a sofrer manutenções e evoluções constantes, gastando uma elevada quantidade de recursos para sua sustentação. Isto onera significativamente as áreas de TI e TIC e não traz os resultados esperados, frustrando as expectativas de toda a organização.
Uma boa solução para evitar este cenário é a implementação de um “Escritório de Processos” com profissionais especializados em abordagens, conceitos, métodos, técnicas e ferramentas de gerenciamento de processos, para atuarem como consultores internos em iniciativas de transformação de processos de negócio. Estes devem prover consistência na disponibilização de normas, regras e políticas que irão nortear o gerenciamento dos processos, e os processos de mudança da organização. Além disso, devem possuir grande habilidade e entendimento m documentações e padrões de desempenho.
Também devem criar modelos de situação atual (“AS IS”), mas também realizar análise e avaliação de processos, sugerir melhorias de processos e alternativas de desenho, realizando recomendações de transformação. Suas conclusões fornecem ideias para integração, desenho e estruturação de processo.
O designer de processos, pode assumir o papel de desenhista e consultor de processos, para transformar os processos de negócio, desde que possuam habilidades analíticas e criatividade. É necessário que possuam a perspectiva de negócio e a perspectiva de tecnologia para integrar esses dois mundos, e não apenas construir pontes entre eles.

 

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